Saúde

 

 17/11/2015 > Entenda o que é a microcefalia e por que há um aumento dos casos em Pernambuco

A notícia de que Pernambuco está em estado de emergência em função do aumento de casos de microcefalia no estado trouxe diversas dúvidas a mães e gestantes sobre a origem dessa malformação, que compromete o desenvolvimento adequado do cérebro do bebê. Os questionamentos também estão mobilizando médicos, a Secretaria de Saúde e hospitais de todo o estado que ainda buscam uma explicação para o aumento do número de episódios: em média, os casos no estado não passavam de 10 por ano, mas nos últimos quatro meses foram confirmados 141.

“Estamos há duas semanas numa operação de guerra com todas as frentes abertas, a gente não tem previsão de prazo, estamos correndo contra o tempo, com várias frentes de atuação. A secretaria quer saber o quanto antes dessa causa para poder atuar na prevenção e no tratamento”, explicou Luciana Albuquerque, secretária-executiva de vigilância em saúde da Secretaria Estadual de Pernambuco.

A microcefalia não é uma “doença” nova. Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação. Entretanto, ainda não há uma explicação para o aumento repetino dos casos nos municípios pernambucanos.

“Por enquanto não queremos criar pânico diante das hipóteses que foram levantadas.  Precisamos saber da causa e preparar a rede pra atender esses bebês com fisioterapia e terapia ocupacional, pois eles podem apresentar limitações motoras e cognitivas”, adiantou a secretária.

Além de criar um protocolo de notificações a atendimento a mães e bebês,  a secretaria conduz uma investigação minuciosa para descobrir as causas do “surto”, que inclui os dados dos prontuários das gestantes e visitas às casas das mães para colher o maior número de informações possíveis.

Confira abaixo uma lista de perguntas e repsostas sobre o caso:

O que é a microcefalia?

A microcefalia não é um agravo novo. É uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Quais as causas desta condição?

Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de  substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e ainda radiação.

Por que há um aumento do número de casos de microcefalia em Pernambuco?

A Secretaria de Saúde do Estado está analisando diversas possíveis causas para essas ocorrências, entre elas: infecções congênitas (rubéola, sífilis, varicela, toxoplasmose), agressões teratogênicas (drogas como talidomida, aspirina, tetraciclina, calmantes), alcoolismo materno, drogadição (cocaína), infecções provocadas por dengue, chikungunya ou zika, entre outros. Entretanto, ainda não foi identificada a causa.

Quais estados estão registrando crescimento de casos de microcefalia acima da média?

O Ministério da Saúde está acompanhando os casos de microcefalia em Pernambuco, estado que tem apresentado aumento de casos da doença, classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como situação inusitada em termos de saúde. Há relatos de profissionais de saúde sobre o mesmo ocorrido nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. As suspeitas estão sendo investigadas e todos esses locais contam com a atuação de profissionais de saúde do ministério.

Há registro de ‘surtos’ de microcefalia em outros países?

Por enquanto, não há relatos na literatura cientifica e nem casos registrados em outros países da associação do zika vírus com a microcefalia. No entanto, de acordo com o ministério, nenhuma hipótese está sendo descartada.

O bebê com microcefalia pode morrer ou ter sequelas?

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico de microcefalia?

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. A microcefalia também pode ser identificada ainda durante a gravidez, nos exames pré-natais.

Qual é o tratamento para a microcefalia?

Dependendo do tipo de microcefalia, é possível corrigir a anomalia por meio de cirurgia. Geralmente, as crianças precisam de acompanhamento após o primeiro ano de vida. Nos casos de microcefalia óssea existem tratamentos que propiciam um desenvolvimento normal do cérebro.

Quais exames estão sendo realizados nas crianças e nas gestantes dos estados (PE, RN e PB) que já notificaram o Ministério da Saúde?

A partir dos casos identificados em Pernambuco, estão sendo realizadas investigações epidemiológicas de campo, tais como: revisão de prontuários e outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido. Também estão sendo feitas entrevistas com as mães por meio de questionário. Os casos seguem para investigação laboratorial e exames de imagem como a tomografia computadorizada de crânio.

Neste momento, existe recomendação do Ministério da Saúde às gestantes?

Neste momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos à avaliação cuidadosa do perímetro cerebral e à idade gestacional, assim como à notificação de casos suspeitos de microcefalia.

Microcefalia em Pernambuco

Até 9 de  novembro, foram identificados 141 casos. Esses registros foram provenientes de residentes em 42 municípios de diferentes regiões de Pernambuco. A maior parte dos nascimentos (55%) ocorreu no município do Recife.  

Quanto ao perfil dos casos, 53,9% dos bebês são do sexo feminino e a maioria (98,9%) nasceu de gestação única.

Fonte: Portal EBC Brasil


11/11/2015 >Homem está internado em Belo Horizonte com suspeita de ebola

Um homem de 46 anos foi internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), sob suspeita de contaminação pelo vírus ebola. O paciente chegou ao Brasil em 6 de novembro, vindo de Nova Guiné. Ele começou a sentir os sintomas de febre alta, dor muscular e dor de cabeça no último dia 8 e foi internado na noite de ontem (10).

O paciente foi isolado na unidade para exames de acordo com o protocolo nacional estabelecido para casos suspeitos de ebola. Em razão da suspeita, a UPA Pampulha não está recebendo novos pacientes. O caso está sendo acompanhado pelas equipes de vigilância em saúde do Ministério da Saúde e de Minas Gerais. Todos os pacientes e profissionais da unidade que tiveram contato com o paciente estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde.

O paciente deverá ser encaminhado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ), referência para casos de ebola, seguindo protocolo de segurança. A transferência será realizada ainda hoje (11), em avião da Força Área Brasileira.

Fonte: Agência Brasil com apoio do Ministério da Saúde


 

10/11/2015 > Região Norte possui maior incidência de câncer de colo do útero no Brasil

A região Norte possui a maior taxa de incidência de câncer de colo do útero do Brasil. Diferente de todo o restante onde o câncer de pele não-melanoma é mais frequente, seguido pelo de mama. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estimam que enquanto nas outras regiões a taxa de incidência, em média, é de 17 casos para cada 100 mil mulheres, na Região Norte, esse índice é de 24 casos para cada 100 mil mulheres. O câncer de colo uterino é causado pelo HPV, o papiloma vírus humano.

A gerente da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Rede do Inca, Beatriz Kneipp, explica que um dos motivos para o alto índice da doença na região é a falta de acesso ao exame preventivo. “É uma região com mais dificuldade de acesso, não ao serviço de saúde em si, mas até de deslocamento; nem todos têm um acesso direto a uma unidade de saúde. E não só ao exame, mas ao tratamento. Esse tratamento não está em todas as unidades de saúde, está em unidades com um pouco mais de especialidade”, avalia.

Na região Norte, o Amazonas tem a maior incidência de câncer de colo do útero no Brasil. A estimativa é de 35 casos para cada 100 mil mulheres. Na capital, Manaus, onde é feita a maioria dos atendimentos, o indicador é de 53 casos.

A coordenadora de Atenção Oncológica da Secretaria de Estado de Saúde, Marília Muniz, explica que o objetivo é descentralizar o atendimento às mulheres. “No interior do estado nós não temos prestadores do serviço ao Sistema Único de Saúde, ou seja, os laboratórios estão quase que totalmente funcionando em Manaus. Então, a intenção é descentralizar cada vez mais o acesso aos exames, elas terão acesso a esse serviço de referência, e se tiver algo mais grave, necessidade de tratamento terciário, elas serão encaminhadas para Manaus seu devido tratamento, de acordo com o diagnóstico de cada uma.”

Por outro lado, a região Norte possui a menor taxa de incidência de câncer de mama do país: a estimativa é de 21 casos a cada 100 mil mulheres. No Sul e no Sudeste, os números chegam a 71.Segundo a gerente da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Rede do Inca, o perfil das mulheres da região Norte pode ser a justificativa para o baixo índice deste tipo de câncer. “Uma possível explicação pra esse menor índice de câncer de mama pode ser a faixa etária: a população da região norte é uma população mais jovem. Pode também estar relacionado a hábitos mais saudáveis de alimentação, com menos uso de produtos industrializados, gorduras. Mas a principal hipótese é a de uma população mais jovem, que amamenta mais, também.”

As alterações das células que dão origem ao câncer do colo do útero são facilmente descobertas no exame preventivo: o papanicolau. Atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, gratuitamente, a vacinação contra o HPV para meninas de 11 a 14 anos de idade. A vacina é a medida mais eficaz para a prevenção da doença.

Fonte: EBC Rádios


05/11/2015 > Brasil comemora dez anos de iniciativa para controle do tabaco

Há dez anos o Brasil entrava na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde, criada para conter a epidemia mundial do tabagismo. Neste período, o país registrou importante redução no número de fumantes, principalmente entre homens jovens e com menor escolaridade. 

número de fumantes masculinos reduziu de 43,3% em 1989 para 18,9% em 2013. Entre as mulheres o índice caiu de 27% para 11% no mesmo período.

“Ser membro da Convenção-Quadro é um desafio, mas temos a certeza de que essas diretrizes são fundamentais para avançarmos na qualidade de vida e longevidade da população”, disse hoje (5) o ministro da Saúde, Marcelo Castro, que participou da cerimônia em comemoração à data, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília

Segundo estudo recente feito pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), em parceira com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil se destacou positivamente no que se refere à redução do tabagismo entre homens com menos anos de instrução formal.

Na maioria dos países, esta redução é menor entre as pessoas com menor escolaridade, por diversas razões, como uma maior dificuldade de acesso a informações e tratamento. Mas a tendência não se confirma no Brasil, pelo menos entre os homens.

O estudo apontou outra evolução positiva na população masculina: o aumento no número de homens com menos de 25 anos que pararam de fumar (24,8% em 2008 para 32,6% em 2013) foi muito maior do que entre os homens com mais de 25 anos (52,9% para 55,1%). “No mundo inteiro o Brasil é referência pelo êxito nas políticas de combate ao tabagismo. A redução do número de fumantes, quando já tivemos quase 40% de fumantes no país, é uma vitória que devemos comemorar, mas ao mesmo tempo nos deixa alertas para continuar na luta. disse o ministro da Saúde.

O tabagismo continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, de acordo com o estudo do Inca. Em 2011, o tabagismo foi responsável por 147 mil óbitos, 157,1 mil infartos agudos do miocárdio, 75,6 mil acidentes vasculares cerebrais e 63,7 mil diagnósticos de câncer.

Segundo dados divulgados pelo Inca, o número de fumantes masculinos reduziu de 43,3% em 1989 para 18,9% em 2013. Entre as mulheres o índice caiu de 27% para 11% no mesmo período.

A convenção foi o primeiro tratado internacional de saúde pública sobre tabaco, adotada pela Assembleia Mundial da Saúde em 21 de maio de 2003. Já foi ratificada por 180 países e, no Brasil, ela é usada como mapa da Política Nacional de Controle do Tabaco (PNCT).

Fonte: Agência Brasil

 


 

Utilidade Pública/Saúde/Nacional

Genérico Albendazol 400mg da Prati Donaduzzi tem lote interditado


03/09/2015 

A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote L14H6F1 do comprimido genérico Albendazol 400mg. O medicamento da empresa Prati Donaduzzi & Cia Ltda tem validade até setembro de 2016.

O Laudo de Análise Fiscal n° 5826.01/2014, emitido pela Fundação Ezequiel Dias de Minas Gerais (Funed/MG) apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de dissolução do remédio.

Enquanto a Agência aguarda o resultado de análise definitivo é recomendado aos usuários deste medicamento que suspendam o uso do lote citado. A interdição cautelar é uma medida preventiva e provisória e vigorará pelo prazo de noventa dias.

A medida tomada pela Anvisa está na Resolução 2.478/2015 publicada nesta quinta-feira (3/9) no Diário Oficial da União (DOU).


Fonte: ANVISA > http://portal.anvisa.gov.br/

 


 

Vídeo Campanha Nacional de Vacinação contra o HPV, do Ministério da Saúde.